terça-feira, 9 de agosto de 2011

sábado, 21 de agosto de 2010

Teu

Um dia se eu sentir tuas mãos sobre meu corpo, vou saber tira-las levemente, sem que nem você perceba.
Quando seus lábios vinherem tocar os meus, em um disfarce curto, conseguirei desviar o caminho dos teus olhos.
Quando teu cheiro me atrair, seu corpo fazer o meu palpitar, vou saber escapar.
Mas quanto o meu coração for seu caminho, tentarei de todas as formas não seguir o mesmo horizonte, porém se você chegar em seu destino, serei apenas um escravo teu, sem conseguir mais de qualquer forma eloquente fugir, serei, somente, e para sempre, teu.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Família Lira


A Bandeira da minha família... Lira.
Para quem não sabe, Os Liras são, ao que parece, um ramo dos antigos senhores de Trava, galegos, que tirou aquele nome do de couto de Lira. Foi no séc. XIV que passou a Portugal Afonso Gomes de Lira, senhor de Lira e do Paço de Nogueira, que seguio partido do rei D. Fernando I de Portugal contra Henrique de Trastâmara, pelo que veio a radicar-se no nosso país aqui deixando descendência que lhe continuou o nome.

Há fontes, que revelam que a familia Lira é de origem Ibérica, tendo talvez ramificações na França e na Itália. O sobrenome Lira, pode ter tido origem também do nome MacLir (o deus celta dos oceanos) e se originou na ilha de Man, na Escócia. De MacLir, veio Lira, de Lira e Leira. O sobrenome acabou se espalhando pela península Ibérica, em especial Portugal. É comum que no nordeste do Brasil tenha-se muitos liras por causa do domínio Português nessa região durante o período colonial.

(texto meu, com fragmentos de pesquisas realizadas através da internet. Crédito às comunidades de genelogias)

Se vc é um Lira de Pernambuco, entre na comunidade:
Família Lira em Pernambuco

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

TEM RAPARIGA AÍ? - O Império das Bandas de Forró. - Por Dr. José Flávio Vieira

(texto muito bom, que INFELIZMENTE não é de minha autoria, gostaria muito que fosse, por isso faço questão de postar no meu blog)

Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!". A maioria, as moças, levanta a mão.

Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são "gaia", "cabaré", e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.

O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhando uma música da banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de "forró", e Ariano exclamou: "Eita que é pior do que eu pensava". Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.

Pruma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.

Porém o culpado desta "desculhambação" não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de "forró", parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético,. Pior, o glamur, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina "forró estilizado" continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem "rapariga na platéia", alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção ?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é "É vou dá-lhe de cano de ferro/e
toma cano de ferro!", alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

Caiu

a chuva cai,
não tão lento quando o nosso dia caiu
Caiu perdido,
caiu na ilusão, caiu desprevinido.
Pra quê gostas tão desunidas?
Pra quê o dia tão desunido?
Um sentimento sem volta, só idas???
Me serve agora o nada,
Cogito em algum lugar o desespero
Caio em desespero,
e penso de um dia,
ser de novo inteiro
(Arhtur Lira, 2009)

Comunicação e Arte: Madame Satã


(texto meu, retirado de um antigo blog, onde expressava minhas análises e sentimentos sobre diversos filmes, músicas e peças que assisti. Esse texto é de Março de 2008).

A arte como forma de realidade, as vezes torna-se agressiva! Constrói ou desconstrói as idéias da sociedade, como também, apenas choca. Quando o filme "Madame Satã", de Karim Aïnouz passava nas telas dos cinema no ano de 2002, muitos dos espectadores levantavam de suas poltrona a se retirar do local devido ao choque com as cenas bastante fortes.
Minha mãe (se me permite eu falar da minha vida familiar a laçar os fatos da realidade), apesar de todas as experiências, de todos anos de vida, de toda a realidade vivida, como professora, como cidadã, mãe e acima de tudo ser humano, não consegue encarar a realidade desse mundo "imaginário", do universo dos filme. Meu caros amigos, por que a nossa atual sociedade, ainda nega tudo isso?! Será apenas falta de Estômago?! Creio eu que não, pois muitas vezes, temos estomâgo pra aguentar realidade pior vivida em nosso dia-a-dia, qual a função da arte?! Agradar?! Exprimir a realidade?! Ou apenas, gerar lucros financeiros?! O que é arte meus amigos? Qual sua função social? Me dói sair de uma sala de cinema, sem um pouco de realidade.
Madame Satã, personagem ao qual o filme é inspirado, é um ícone da cultura marginal urbana, pernambucano, vivia na Lapa, Rio de Janeiro, durante a primeira metade do século XX. Que ser é esse? João Francisco dos Santos, nascido homem, um excelente capoeirista, frenquentante de presídios por desordem, desacato, assassinato; Dotado de uma índole irônica e extrovertida! Se fez Homossexual, mas nunca deixou de ser homem para isso. Não venho aqui falar de Homossexualismo, Violências, Crimes, Prostituição nem nada disso, cada qual terá seu momento de reflexão. Quero apenas expor minhas idéias de Realidade e Arte, apesar de que, a arte não trata com fidelidade a realidade dos fatos, mas sim, com seu teor cinematográfico, mas sabemos que muitas vezes o que vemos não grandes telas, podem ser reflexo de nossa realidade, que muitas vezes desconhecemos ou negamos em ver.
Olhar um pouco mais o que há nesse mundo do cinema.
Olhar um pouco mais o que há em nosso mundo.
Sociedade, Realidade, Idéias e Camêra! A arte tem o poder de te comunicar algo, não feche os olhos para ela. "Art: Penser, c'est son tour, communiquer, faire, agir."

Como é bom estar feliz


"A única maneira de ter um amigo é sendo um."
( Ralph Waldo Emerson )