quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Uma Última Sentença

De frente a todos ali presente, paro, penso, no que seria da vida sem cometer tantos crimes.
Corro avassaladoramente por toda a cidade. Uma última sentença me pode ser dada, uma libertação me pode ser concedida, por que não?! Só porque ao menos neguei minha existência entre toda a população?! Não só se faz louco ou desvariado aquele que comete crimes à sociedade, mas também aqueles quem cometem crimes a sí mesmo.
Uma última sentença talvez, seria necessário, uma última punição, ou um último beijo amargamente dado, não faria mal, porque todos os criminosos têm que recorer aos beijos amargos de suas cumplices negando o amor aquele ofício, negando uma verdade absoluto que elas não querem mais ver. E elas dão a sua sentanção, e elas tão mais.
Beijos Alucinados, sexo loucamente feito, amargos carinhos e doces palavras de amor.
Eu sou o único criminoso que não tenho esses luxos, luxúria. Pois meu crime, não dá direito a esta sentença, a esse som perpétuo de culpa.
Quero apenas, uma última sentença sua, do que morrer sem ser condenado.

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